Passei mais de 20 anos sentado em reuniões de resultado, batendo meta, expandindo negócio, liderando gente boa em empresas grandes — farmacêutica, hospitalar, alimentício, engenharia, construção civil. Por fora, a carreira sempre pareceu sólida. Por dentro, eu sabia que faltava alguma coisa.
Eu sabia vender. Sabia ler número, montar estratégia B2B e B2G, crescer receita, bater KPI. O que ninguém tinha me ensinado — e o que quase nenhum livro de liderança ensina de verdade — era o que fazer quando a planilha estava certa e a equipe, mesmo assim, não engajava. Ou quando eu tinha a razão numa negociação e ainda assim perdia a confiança da pessoa do outro lado da mesa. Ou quando a pressão do resultado me deixava mais reativo do que eu gostaria de admitir.
Foi vivendo — não lendo — a ausência desses três pilares que eu entendi: liderança de verdade se sustenta em três maestrias, não em uma.
- Maestria Técnica — a competência que te coloca na cadeira: estratégia, execução, gestão de performance.
- Maestria Relacional — a habilidade de se comunicar e se relacionar de um jeito que constrói confiança de verdade, não só cumpre protocolo.
- Maestria Emocional — a segurança psicológica e a inteligência emocional que sustentam as outras duas quando a pressão aperta.
Eu passei anos fortíssimo num pilar e capenga nos outros dois — e isso tem um custo que a planilha não mostra. Foi essa dor que me fez buscar conhecimento, me aprimorar, e hoje trazer isso pra outros profissionais e líderes que estão exatamente onde eu estive: bons tecnicamente, mas sentindo que falta algo pra liderar de verdade.
É sobre isso que esse espaço existe. Aqui eu compartilho o que aprendi — e ainda aprendo — sobre como estruturar os três pilares pra liderar com mais clareza, mais conexão e menos desgaste.
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